SOBRE O SITE PROGNOISE WELCOME! BIENVENIDOS! BENVENUTI! BIENVENUE! WILLKOMMEN! VÄLKOMMEN! TERVETULOA! WITAMY! VÍTE(A)JTE! DOBRODOŠLI! ДОБРО ПОЖАЛОВАТЬ! ΚΑΛΩΣΟΡΙΣΑΤΕ! ברוכים הבאים! ようこそ! 歡迎光臨! Sejam bem-vindos! Boas vindas a todos que aqui chegam. A história do que é o Prog Noise, ou a estória (sim, por que a realidade e ficção se misturaram várias vezes ao longo dos anos), remonta ao ano de 1998, quando comecei a editar a coluna no jornal International Magazine que, neste ano de 2009, enfim começa a chegar às teias da web. É apenas uma simples coincidência que ao comemorar mais de 10 anos a coluna dá este passo, ainda que, como todos os iniciais, um pouquinho cambaleante, bastante humilde, porém decidido. E num futuro próximo o espaço evoluirá, ficará melhor e, aposto, mais interessante. Durante todo este tempo procurei oferecer aos fãs tradicionais e aos novos curiosos de rock progressivo um lugar de informações seguras, agradáveis, um espaço isento de preconceitos e o mais amplo possível com as atualidades do gênero – abrangente e difícil de definir desde o começo. Procuro abordar as velhas e as novas guinadas em sua direção, geralmente calcadas no passado (saudosos anos 70, a matriz áurea), sem descuidar do presente, das novas bandas, artistas, e as novas propostas. Ao misturar o rock com música erudita, clássica, jazz, folk, psicodelia, hard, eletrônica, vanguarda e o que mais se apresentasse, este gênero musical popular (sim, é pop!) chamado de “progressivo” provocou e ainda provoca calorosas e apaixonadas discussões, defesas e teses, sobre o que ele é, sobre o que não é, mas nunca ignorado. Por isso a liberdade e a inesgotável fonte de assuntos para as hoje mais de uma centena de edições da coluna. Algo que espero ser transposto, acredito que com sucesso, na medida do possível, para o espaço virtual ‘dot com’. Espero também contar com as opiniões e as sugestões de vocês para aprimorar sempre e continuar fornecendo conteúdo sobre o assunto - uma paixão de muitos. Jorge Albuquerque
COMO FUNCIONA O SITE: Como a intenção é o de fazer deste espaço uma extensão da coluna no International Magazine, a periodicidade das matérias principais (PROGHIGHLIGHTS) e das críticas (PROGREVIEWS) será mensal. Não necessariamente serão as mesmas matérias e críticas da edição das bancas naquele momento, podendo ser outras, de edições anteriores e até mesmo de futuras. O blog à sua direita será atualizado sempre que houver novidades, funcionando como espécie de informativo sobre atualidades do rock progressivo. Sendo assim, poderá haver “news” a toda hora, diariamente, semanalmente, enfim, conforme a necessidade, o tempo e a disposição.
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“Wintrup” saiu em 1972 investindo uma vez mais num jazz funk inédito na Europa, chamando atenção do público dos dois lados do Atlântico. O ótimo “Andy Nogger”, de 1974, lançado quase dois anos depois, goza da fama de ser considerado o ápice da banda, dominado por ritmos exóticos e o baixo de mil e uma utilidades de Hellmut Hattler, jovem gênio do instrumento. Dessa vez a guitarra de Wolbrandt recebe todo espaço devido para longas viagens progressivas, bem ao estilo da época. O sax de Pappert aparece, na maior parte do tempo, alterado por meios eletrônicos, mas continua como uma das peças fundamentais do som do Kraan. O disco fez ainda muito sucesso no Reino Unido e foi tão boa a recepção que inspirou a empreitada da gravação de um duplo ao vivo – “Live”, em Berlim. O engenheiro de som foi ninguém menos que o lendário Conny Plank. O resultado foi a conquista merecida dos palcos também dos Estados Unidos, embarcando os rapazes numa agenda de shows lotados. Em 75, a revista “Sounds” apontou o Kraan como o melhor grupo ao vivo e Hattler o melhor músico daquele ano. A consagração passou a cobrar tributos. Um dos primeiros foi a saída dolorosa de Pappert por conta da pressão, logo após o lançamento de “Let it out”, o álbum de 76 cheio de teclados, eletrônico (como denuncia “Die maschine”) excelente, porém o mais frouxo da fase áeurea. Entrou no seu lugar Ingo Bischoff, tecladista da banda progressiva Karthago, que vinha tocando ao vivo com a banda desde o final de 74. “Let it out” vendeu bem, enquanto a crítica caiu de pau – pela primeira vez. A banda preferiu dar uma parada estratégica.
“Wiederhoren”, com Hattler, Wolbrandt, Friede e Bischoff (que na mesma época fazia parte do Guru Guru), marcou o retorno com um som calcado no então na bem-sucedida febre do jazz rock “fusion”, que haviam ajudado a construir e desenvolver. Em 1977 a música do Kraan continuava fabulosa, mas aquele ímpeto juvenil, fúria, irreverrência, a tempestade de criatividade do começo havia se desmanchado, dando lugar a uma música comportada e adequada aos padrões do mercado. Naquele mesmo ano Hattler lançou o seu primeiro disco solo (“Bassball”), um devaneio progressivo, aclamado pela crítica, que soava bastante com o antigo Kraan, cheio de energia. Enquanto isso o Kraan parecia conformado e, após a saída de Friede, a banda passou a ser cada vez mais dominada pelos teclados de Bischoff (como em “Flyday” de 79) e enfrentou tempos difíceis durante os anos 80, quando viu a sua fama diminuir – principalmente após o quase desastre no embalo da “disco” com “Nachtfahrt”. Em 2007, o Kraan está de volta com novo disco (“Psychedelic man”) e tentando retornar aos bons anos da década de 70. Quando o disco estiver na mão, eu conto mais para você.
Fica a dica de conferir os relançamentos remasterizados (pela EMI alemã) dos cinco primeiros álbuns. Cada um vem com um livreto ilustrado com a história do disco e depoimentos dos músicos, além de algumas faixas bônus com raridades. Destaque para a maravilhosa música de “Wintrup” (“Silver wings” e Mind quake” são clássicos) e “Andy Nogger” (a feérica "Holiday am Marterhorn” e “Home” tornariam-se favoritas nos shows enquanto “Nam nam” é o melhor “rock” da carreira), quando o Kraan poderia ser comparado em importância facilmente ao Return to Forever. Mahavishnu Orchestra ou o Brand X. O disco solo de estréia de Hellmut Hattler também merece atenção e em breve falarei mais dele. Por sinal Hellmut hoje comanda a sua própria banda, a Hattler, que com certeza aparecerá aqui em alguma das próximas edições. Fiquem na paz.
KRAAN – Live 88 (InsideOut Music): hoje lembrado por seu pioneirismo e originalidade, idolatrado por bandas como Ozric Tentacles, o Kraan voltou a atividade por um curto período no final dos anos 80, retornando com parte da formação áurea, Hattler, Wolbrandt e o baterista original Friede, mais um trompetista, o performático Joo Kraus, para o lançamento do ao vivo “Live 88”, gravado na noite de 19 de Outubro de 1987 no Quasimodo de Berlim. O repertório faz um apanhado dos melhores momentos da história do conjunto, enlistando composições do quilate de “Volgas ahoi”, “Wintruper echo”, “Air bass”, “Nam nam”, “Kunststück” e “Kraan Arabia”, entre as treze faixas do disco (o bônus “Ausflug” foi gravado em Munique na mesma época). Mas o período de sucesso da banda havia passado e passou quase despercebido esse disco. A apresentação é competente e inspirada, com alguns bons momentos e outros mágicos. A nova versão, fechando a trinca de relançamentos pela InsideOut, também vem no formato digipack, com fotos e notas. Vale a pena conhecer. Depois de “Live 88”, lançariam mais dois trabalhos e um outro ao vivo em 2001. Apesar das poucas notícias, o Kraan parece estar ainda em atividade.
ESTOU DE VOLTA!
4 de agosto de 2011
Desculpe-me pessoal pelo longo período de ausência, mas estou voltando... e este espaço aqui, além das novidades do rock (progressivo etc), também será um lugar para as novidades dos DVDs da gravadora ST2, que apóia a coluna. Um forte abraço a todos, e até daqui a pouco.
Uma entrevista recuperada com Scott Rockenfield
20 de janeiro de 2011
Decidi recuperar uma entrevista que fiz com Scott Rokenfield, aproveitando a iminência de um novo disco. Espeor que curtam. Scott Rockenfield construiu a fama esfolando o couro no conjunto de prog metal Queensrÿche. Baterista de uma das melhores (senão a melhor) banda de rock pesado dos últimos quinze anos. Enquanto alguns colegas copiavam o Iron Maiden e Judas Priest, nos anos 80 o Queensrÿche imprimia uma sonoridade calcada numa mistura de Queen com Kiss e Pink Floyd que deu certo. Scott é um dos fundadores do quinteto de Seattle e foi um dos primeiros a desenvolver uma carreira paralela. Foi trabalhar para a televisão e cinema. Scott já compôs para curta-metragens, programas de televisão, comerciais, jingles, e chegou a receber uma indicação ao prêmio Grammy com o projeto multimídia (música & vídeo) TeleVoid ao lado do guitarrista Paul Speer – e a parceria continuou com o lançamento do bem-recebido Hells Canyon (o disco é estupendo!) em 2001. No ano seguinte experimentou fazer parte de uma banda pop paralela ao Queensrÿche, o Slave to the System, lançando um disco homônimo, investindo num rock de garagem competente mas sem grandes consequências – parece que o grupo está preparando um novo álbum. O que nos interessa aqui é um CD gravado naquele mesmo período mas só lançado no finalzinho do ano passado (e inédito por aqui): The X Chapters. Amigo do recém-falecido compositor de trilhas Michael Kamen, com quem trabalhou, Scott Rockenfield é fã declarado de música para o cinema e rock progressivo, e decidiu investir nessas fichas em The X Chapters. O álbum funciona como trilha sonora, digamos, para um filme imaginário, próximo de algum roteiro de ficção-científica. Se alguém disser que é eletrônico, entenda por eletrônico a exemplo do som feito pelo Tangerine Dream ou Vangelis ou Jean-Michel Jarre. Nada de Air, Fatboy Slim e congêneres. Produzido em parceria com o engenheiro de som Tom Hall (Queensrÿche, Spencer Brewer, etc), Scott usou tecnologia digital de ponta, gravando no conforto do seu próprio estúdio, The Grove. No fim das contas é um som basicamente calcado em um esquadrão de teclados, sequenciadores, e em sua mastodôntica percussão. Scott tocou o disco em frente praticamente sem nenhum auxílio, contando apenas com uma discreta participação nos arranjos de Tom Hall. Usando de alguma criatividade e boas doses dos clichés do gênero, o resultado final pode mesmo impressionar quem gosta do estilo. The X Chapters possui ao todo 11 faixas, evoluindo em capítulos com direito a títulos de pura curtição como “Opening Titles” e “End Credits”. É pena que dura pouco. Em pouco mais de 44 minutos, a música é energética, envolvente, e cheia de climas. Os destaques vão para “Survival Instincts”, “The Animal Within”, “Theatre of Mind”, “Magnetic” e “September”. Músicas que poderiam estar em qualquer um desses filmes de ação que entopem as Telas Quentes e Supercines da vida. Segundo o próprio Scott, é uma espécie de “carta de apresentação” para os executivos de Hollywood. PROG NOISE: Desde quando esse desejo de uma carreira solo? E como você ainda encontra tempo para tocar em uma outra banda, o Slave to the System? SCOTT ROCKENFIELD: “Eu sempre tive vontade de compor também fora do Queensrÿche, onde eu me dedico ao máximo. E o meu material solo me têm dado a oportunidade de criar um outro tipo de música que não poderia ser incluído no repertório da banda. Encontrar tempo para realizar todos esses projetos é uma tarefa que muito me agrada – mas tem que se ter uma boa agenda!”. PROG NOISE: Você já tem uma relativa experiência com a indústria cinematográfica. The X Chapters é tremendamente influenciado pela música para filmes. Afinal, desde quando nutre essa paixão SCOTT ROCKENFIELD: “Tenho sido fã de trilhas sonoras há mais de 20 anos. Comecei compondo o meu primeiro trabalho instrumental também muito cedo e ví que tinha jeito para a coisa. Estou muito satisfeito de ter esta oportunidade. É uma experiência que exige muito do músico”. PROG NOISE: Vários aspectos de TheX Chapters lembram um mix de Tangerine Dream com a de compositores como Jerry Goldsmith e Graeme Revell ? O que fez um baterista de rock optar por esse tipo de música em sua carreira solo? SCOTT ROCKENFIELD: “Venho me espelhando em vários compositores para esse tipo de música, incluíndo estes. Eu apenas tento expressar minhas idéias, da mesma forma que acredito que eles façam com as deles. E estou contente de saber que os fãs do Queensrÿche tem recebido o meu trabalho com entusiasmo”. PROG NOISE: Quanto tempo levou para gravar The X Chapters e qual foi o papel de Tom Hall no estúdio? SCOTT ROCKENFIELD: “Levei cerca de nove (!!!) meses para gravar, mixar e masterizar todo o disco. E eu já vinha compondo a música do álbum havia vários anos. Tom Hall tem sido um grande amigo nesses últimas duas décadas e nossa parceria vem praticamente desde o primeiro EP do Queensrÿche. É um dos melhores músicos e engenheiros de som que conheço” PROG NOISE: Você tem planos de levar o trabalho para os palcos? O que você pensa da carreira que vem fazendo Hollywood? SCOTT ROCKENFIELD: “Calma, calma (risos)! Eu ainda não diria que tenho uma carreira estabelecida no cinema. Adoraria realmente trabalhar mais e mais para Hollywood, porém, enquanto isso, eu estou me envolvendo no maior número possível de áreas musicais. Adoraria compor música para um longa metragem. Recentemente compus o intro para um filme independente (The Hair of the Dog), que deverá estrear até o fim do ano. E também amaria levar a minha música para o palco, e fazer um show inteiro com ela.” PROG NOISE: Alguma novidade para seus fãs e do Queensrÿche? SCOTT ROCKENFIELD: “Um monte (risos)! Mas eu manterei todos informados através do meu site na internet. E espero que eu e o Queensrÿche possamos estar em breve novamente Brasil”.
Enquanto esse dia não chega (a apresentação da banda no Rock in Rio II foi bem legal), o selo especializado em equipamentos e material para música digital Big Fish Audio está lançando o esperado CD-ROM Scott Rockenfield - Queenrÿche Drums com o registro dos principais loops e grooves de bateria e percussão para a música platinada do Queensrÿche. É um must para qualquer baterista. Um disco duplo, sendo que o primeiro é a chamado versão wet com a presença dos microfones de estúdio, e o segundo disco na versão dry, ou seja, sem os tais microfones mixados. Scott Rockenfield é o produtor desta série, a Performance Loops e dá a assinatura para “Eyes of a Stranger”, “Sister Mary”, “Hit the Black”, “Jet City Woman”, “Another Rainy Night” e o sucesso internacional (inclusive de novela por aqui) “Silent Lucidity”.
Johnny Warman de volta! De novo!
10 de janeiro de 2011 Novidade reciclada do selo Angel Air é o novo relançamento de um disco clássico de Johnny Warman. Warman, que teve educação musical erudita e que fez inclusive parte do prestigioso Royal Opera House, onde ainda criança chegou a dividir o palco com ninguém menos que Maria Callas (!). Mas em meados dos anos 70, Johnny já havia deixado para trás tudo isso e pertencia completamente ao circuito rock de Londres, tocando com diversos grupos e tendo feito um relativo sucesso com o compacto “Rock Star” (composição que pode até ser chamada de punk) de 1975. Foi quando o aloprado Ringo Starr o chamou para o seu selo Ring-O label, lançando mais um compacto de certo sucesso (“Twighlight zone” e “Silver towers”) e gravando o excelente e futurístico álbum “Hour glass”, que curiosamente só saiu na Alemanha, permanecendo inédito no resto do mundo. Até o seu relançamento esse ano.A nova edição de “Hour glass” traz além das 10 faixas originais nada menos que oito faixas bônus, incluindo quatro gravadas ao vivo. Contando com a participação de gente como Paul Martinez no baixo, Jeff Rich (Stretch) na bateria e Peter Solley (Rainbow) nos teclados, o álbum foi gravado no estúdio particular de Ringo (antiga residência de John Lennon, que serviu de cenário para o vídeo da canção “Imagine”), e mistura pop, rock, new wave, antecedendo tanto ao punk quanto a disco music. Músicas como “It ain’t funny”, “Street angels”, “Tomorrow babies”, “War of the worlds” e “The house of glass” são um verdadeiro achado. O motivo da idolatria de alguns DJs descolados, que vêm tocando as velhas músicas de Johnny nas festinhas de Londres e adjacências.Warman se tornaria uma lenda apenas durante os anos 80, gravando pelo selo Rocket de Elton John e lançando preciosidades como o álbum “Walking into Mirrors”, com a participação de Peter Gabriel (em “Screaming jets"). O fracasso de “From the jungle to the new horizons” fez Warman abandonar os estúdios pela carreira segura de compositor, fornecendo hits para gente como Jefferson Starship e Vanity 6. Em 2000, porém, voltou aos palcos e montou duas novas bandas – o Mods e o Four Bills and a Ben. O resto? O resto é história.
Steve na visão de Marco
29 de novembro de 2010
O italiano Marco Lo Muscio, a estrela desta coluna no mês de novembro, encontrou uma fórmula, até então inédita, de traduzir não a música clássica através do idioma popular, no caso o rock. Mas sim de fazer o trajeto inverso, ou seja, de traduzir as pretensões do rock, neste caso o progressivo, trazendo-o para o fértil território erudito, pela linguagem genuinamente dos conservatórios, dos salões de câmara e recitais. Talentoso no piano e no órgão, curioso que o primeiro dos seus discos solo dedicados ao rock progressivo foi todo calcado num tributo ao guitarrista e violonista Steve Hackett – famoso músico do Genesis. Lançado originalmente em 2008, a idéia foi a de transcrever a riquíssima veia autoral de Hackett para a guitarra desta vez em versões para o grand piano e o órgão de tubos. O que poderia parecer loucura, revelou-se num sensacional disco apropriadamente intitulado New Horizons, The Music of Steve Hackett. Os disco tributos são geralmente tediosas tentativas de emprestar uma leve visão pessoal à obra de um artista consagrado. Marco vai muito mais adiante e simplesmente recria a música de Steve (selecionando o repertório de discos como “Voyage of the Acolyte”, “Bay of Kings”, “Guitar Noir” e “Momentum”) e até do Genesis (“Selling England By The Pound”) sob uma perspectiva estritamente erudita e clássica. O produto final é novo, fresco e original, acreditem. “Horizons”, “Hands of Priestess Part I” e “Firth of Fifth” (registrado no Chelyabinsk Organ Hall em 2004) ganham uma nova roupagem e desfilam com pompa, delicadeza e circunstância genuinamente progressiva para uma audiência que aguardava por isso há tempos. Quem poderia imaginar que “Kim” seria um dia executada com grande beleza na Westminster Cathedral (em 2007)? Se você ainda não conhece esse disco, corra. Ainda ganha de bônus, as belas execuções para “Bourée in e minor BWV 996” e “Prelude in G Major BWV 1007” de Bach.